17 outubro 2013

Algodão-doce como inspiração



Aquele bar, a partir de agora, seria seu local oficial de inspiração. Na verdade, a moça de cabelos flamejantes seria sua inspiração, não o bar. Não sabia exatamente se ela voltaria lá, mas já a vira algumas vezes, sentada na mesa com seu notebook e sua agenda, depois de decidir escrever sobre ela. Bruno dormiu até mais tarde para poder chegar no bar mais cedo e sair depois que ela fosse embora. E, sim, ele chegou cedo.
18h47min.
Para alguém que não sabia que hora iria embora.
Enquanto esperava, com seu notebook aberto pronto para escrever sobre a mulher em seu livro, seus pensamentos perambulavam em forma de palavras para todos os lugares que olhava. Palavras sobre qual era o gosto musical da mulher. E sobre coisas das quais ela gostava de comer. E também como ela poderia se chamar.
Porém, assim que começou a ver os nomes voando por entre os móveis, notou que a porta do bar se abriu e a mulher entrou. Ela estava com uma roupa preta indo direto para o balcão. Seu cabelo vermelho estava amarrado em um rabo de cavalo. É assim que se chama esse penteado ainda?, pensou. Bruno observou que ela estava sem a bolsa, ou seja, sem notebook ou agenda. Ela colocou as mãos em cima do balcão, sua pele era clara e delicada, o homem grisalho, que Bruno imaginava ser o dono, falou algo e lhe entregou um avental branco de amarrar na cintura.
Bruno sentiu um frio na barriga ao imaginar que agora tinha certeza que a veria sempre que fosse ao bar, já que ela trabalhava lá. Sentia que seu futuro best-seller iria para frente definitivamente. (Não querendo ser má, mas a esperança é sempre a última que morre e, cá entre nós, tenho certo direito de pensar assim.).
As mechas mais curtas do cabelo laranjado se soltaram deixando-a ainda mais linda. Bruno sentiu uma estranha vontade de conversar com ela e receber, mesmo que fosse por causa de uma bebida, um pouco da atenção dela. Imaginou-se sentando no balcão e começando a conversar com ela, enquanto ela fazia alguma coisa pouco interessante e respondia meio tímida. Pensou em ir, mas, se pensasse demais, não iria. Então logo parou e foi para o banco alto no balcão, com seu notebook.
Ela está vindo na minha direção. Um sorriso simpático nos lábios, os olhos verdes cheios de entusiasmo. Meu Deus! Eu preciso conhecê-la.
Quando somos adolescentes, sempre temos essas sensações estranhas no estômago. E, mesmo não tendo muita nem pouca idade, Bruno também tem. Suas mãos suavam frio enquanto ela se aproximava para atendê-lo, pensava em voltar para a mesa, mas não podia pois estava ansioso para ouvir a voz da mulher.
"Olá. O que vai querer tomar?"
Bruno não soube explicar como era a voz dela. Só que imaginou algodões-doce passando em seus ouvidos enquanto a ouvia perguntar.






Essa é a história de Alice e Bruno, meus lindos personagens. Ainda não sei se será um conto grande ou uma história pequena, mas terá alguns capítulos para contar como será a vida dos dois a partir do momento em que se conhecerem.

Capítulos:

8 comentários:

  1. Preciso ler os outros capítulos para entender melhor da história, mas... É tão bonito ler sobre as sensações que o amor nos traz quando jovens. Irei acompanhar essa história, pois fiquei curiosa.

    Gostei daqui.
    Beijos!

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    1. Obrigada, Thaís! Fico feliz que tenha gostado, querida. =}

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  2. Adorei! Você vai fazer em formato de contos ou vai ser uma novel?

    http://www.elaqueescreve.com/2

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    1. Obrigada! Olha, pode ser um conto meio novel ou uma novel meio conto... Ainda não sei, só estou escrevendo e vendo o que vai virar! =]

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  3. Acho essa cor de cabelo linda ! e o texto amei ...
    seguindo retribui?
    www.portaldebeleza.com

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  4. Adorei o post flor :D
    Seu blog é lindo! Parabéns!
    Mil beijus, www.nossomosmoda.blogspot.com

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"Quero desesperadamente ser uma sacudidora de palavras para o mundo."
Markus Zusak


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