11 outubro 2013

Não é para dar certo, entende?


Às nove da noite descobri que também sei deixar saudade, mesmo sem querer. Apesar de eu não sentir mais nada, saudade ou vontade.
Tanto sussurros quanto gritos, nada mudará. Está feito, e há tempos.
Era legal e divertido, topávamos fazer qualquer coisa. Mas, hoje em dia, seu temperamento me assusta. Seus repentinos aparecimentos estão ficando frequentes e com escritos irracionais. E dessa vez não foi diferente, só que foi surpreendente.
Não quero acreditar.
Não vou acreditar.
Sinceramente, talvez eu não acredite mesmo.
Fotos, cartas, sentimentos, bilhetes, soldadinhos... Tudo. Tudo isso ficou para trás nas primeiras semanas daquele Dezembro quente. Ficou para trás assim como meu cabelo que era longo. Assim como o beijo e o cheiro, que não me lembro mais como eram.
Era tudo tão triste, embaraçoso e perigoso. Porém, ao mesmo tempo tão adolescente, cheio de adrenalina e brincadeiras. Era aquilo que eu queria. A adrenalina e o risco de ser pega. Não tinha nada a ver com signos, gostos, ideias, etc. Não era você, completamente. Notei há algum tempo.
À propósito, não gostei das flores. Você não sabe, mas não gosto de buquês, vasos ou qualquer coisa do tipo. O cartão foi meloso demais. E você não está aqui nem eu estou aí, ou seja, o nosso para sempre sempre foi uma mentira. Dá pra acreditar? HAHA.
Lembro do último dia que nos vimos e que conversamos. Lembro das últimas palavras. A gente ainda vai dar certo! Muita esperança sua, pouca certeza minha.
Não era mais para ser, já tinha acabado a graça.


Desculpa, mas eu precisava por para fora.

Um comentário:

  1. *--* Lindo, Parabéns !
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"Quero desesperadamente ser uma sacudidora de palavras para o mundo."
Markus Zusak


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