28 maio 2014

Claros Sinais de Loucura

Acervo Pessoal

Autor: Karen Harrington
Editora: Intrínseca
Ano da publicação: 2014
Páginas: 256
Onde comprar: Submarino | Livraria Saraiva | Fnac | Livraria Cultura | Estante Virtual

Olá, pessoal! O livro de hoje é bem legal, adorei lê-lo.

Claros Sinais de Loucura foi escrito pela autora Karen Harrington e publicado no Brasil pela editora Intrínseca. O livro tem como protagonista a pequena Sarah Nelson. Ela passa seus dias conversando com sua melhor amiga, uma planta, chamada Planta e coleciona palavras-problema.
Mesmo tendo apenas 12 anos, Sarah tem uma personalidade forte e é muito inteligente em comparação às garotas da sua idade. Porém, como toda pré-adolescente, ela sua amiga Lisa, decidem que no verão (férias para os EUA) irão dar o primeiro beijo de língua delas.
Sarah tem dois diários, um verdadeiro e um falso. O verdadeiro fica bem escondido, em lugares pouco prováveis de se esconder um diário, como no banheiro. E o falso é "escondido" em lugares óbvios, caso seu pai o encontre e veja como ela é uma menina normal.

Bom, normal não é exatamente a palavra para definir Sarah. A mãe tentou matá-la quando tinha apenas dois anos. Sarah sobreviveu, mas, infelizmente, irmão gêmeo dela, Simon, não teve a mesma sorte.
A mãe mora em uma clínica psiquiátrica e seu pai, um alcoólatra. Sarah e o pai, Tom, mudaram-se para diversas cidades do Texas por causa da mãe dela. Eles nunca falam dela, mas algumas pessoas das cidades os reconhecem e muitos os julgam. Sarah tem medo de ter o gene da loucura da mãe e todas as pessoas que ela conhece (em cada cidade) acham que a mãe dela morreu. O livro inteiro, praticamente, ela pensa em alguma forma de não fazer o trabalho sobre a árvore genealógica de sua família na escola, pois todos iriam descobrir sobre sua mãe e eles teriam de mudar de cidade mais uma vez.

Acervo Pessoal
Sarah gosta muito de ler e a razão disso é o pai ser professor. Durante se verão, ela escreve cartas para seu personagem favorito do livro O Sol É Para Todos (o tanto que ela falou sobre esse livro vocês não tem noção! Deu até vontade de ler), Atticus Finch, a pedido do seu professor de inglês, Sr. Wistler, para um trabalho de classe. Tanto Atticus quanto Sr. Wistler (mesmo pouco presente fisicamente na história) são extremamente importantes para o desenvolvimento dela.
Se você tem certos desentendimentos com seu pai, de qualquer tipo, você vai se identificar MUITO com Sarah. Dá para esquecer que Sarah tem apenas doze anos, mesmo sendo em um livro, ela é madura e sabe bem o que quer.
Ah, e a capa do livro é tão lindinha. Sair totalmente do clichê de capas foi um salto e tanto da Intríseca para capas mais bonitas e chamativas, por serem diferentes.
Deixo um trechinho do livro para vocês, que dá para ter uma noção de como o livro será.

Acervo Pessoal


20 maio 2014

É por isso que escrevo, mundo


Tenho certo receio em escrever sobre nós. Tenho receio de colocar nossos momentos em palavras, esquecer alguma parte que foi importante ou que tenha sido especial para você. Sabemos perfeitamente que minha memória não é lá essas coisas, sempre deixo escapar alguns detalhes. Não é por falta de esforço que seus sorrisos me escapam a mente, o jeito como arruma o cabelo ou a sensação boa e segura que eu tenho quando você entrelaça seus dedos com os meus, mesmo que isso já seja tão comum e familiar.

E com toda essa boa memória, prefiro arriscar uns rabiscos nas linhas do meu diário que correr o risco de não conseguir guardar tudo em mim. Não quero esquecer você. É por isso que escrevo, meu amor. É por isso que escrevo, mundo.

É por isso que escrevo e por essa razão que sempre volto algumas páginas e dou um passeio nostálgico com as lembranças escritas. Às vezes, me sinto triste e sozinha, releio as nossas situações e ocasiões juntos que passa. Isso é considerado infantil demais da minha parte? Um clichê de romance barato?

Talvez sim, talvez seja tudo isso mesmo e, sinceramente, eu não me importo. A notícia é que eu encontrei uma forma de colocar nosso amor nas linhas da eternidade, bem ao lado desses cantores de rock nacional e suas composições. Compondo em palavras meu amor por você.

Espero que não se incomode, meu amor.

16 maio 2014

Os Contos de Terror do Tio Montague, Chris Priestley

Nunca mais verei um espelho da mesma forma novamente. Graças a Chris Priestley.

Bom, essa vai ser a primeira resenha daqui do blog e espero que seja a primeira de várias.

Esse livro não tem cara de quem vai te assustar, bu!, realmente. Mas, seguindo aquele velho ditado: "Nunca julgue um livro pela capa." Se alguém disser que isso não é ditado, pois eu lhe digo: deveria ser!

Nunca li um livro de terror, a maioria eram suspense. Com alguns finais felizes. O que me mata! Porque o que mais me dá raiva é uma história que é para acabar mal e, de repente, do nada, acontece algo e todo mundo vive feliz para sempre. Simplesmente desnecessário.

Voltando ao livro. Era para ser um livro voltado às crianças, mas se uma criança ler isso, ela se mata, pois não há lugar seguro no mundo. Dentro de casa, na rua, num jardim e até em cima de uma árvore! Alguém já leu a série "Desventuras em Série"? O autor coloca no livro: "se você detesta histórias com finais infelizes e em que crianças sofrem, melhor procurar outro livro". Isso combina perfeitamente com "Contos de Terror do Tio Montague"!

O autor britânico, Chris Priestley, não teve muita preocupação em poupar seus personagens.
São 10 histórias que o Tio Montague conta para Edgar, seu sobrinho que atravessa um bosque sinistro, sempre com as crianças da vila observando-o por entre as árvores, para fazerem suas "reuniões", como Edgar se refere a suas visitas ao tio.

Nos contos, os protagonistas são todos crianças e não adianta ter otimismo. Nada de bom acontecerá com elas, podem ter certeza.
Bom, acho que é só isso. Não vou falar de todos os contos, pois vai ficar muito grande e vai acabar perdendo a graça do livro.
Injustamente pouco conhecido, recomendo a você que gosta de contos, a você que gosta de contos de terror e a você que simplesmente gosta de ler. Ah, e a você que gosta de ilustrações do tipo "Tim Burton".

Au revoir!

Obs.: mudei a url do blog, cansei do meu nome lá em cima e, como disse uma amiga minha (o que concordo plenamente), fica mais modesto.