05 janeiro 2015

{Resenha} Divergente

Comecei o ano com uma trilogia maravilhosa, que desde que vi o filme estou louca para ler o livro. E o melhor: eu ganhei de natal a trilogia Divergente do meu namorado lindo que sabe como me dar presentes maravilhosos.

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Editora: Rocco
Título Original: Divergent
Autora: Veronica Roth
Páginas: 504
Ano: 2012 
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A história é contada na cidade de Chicago, onde a sociedade é dividida em cinco facções: Abnegação, Erudição, Amizade, Franqueza e Audácia. "Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade. Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição. Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza. Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação. E os que culpavam a covardia se juntaram a Audácia." (Página 48). Todas as facções contribuem com algum setor da cidade, sendo responsáveis de por as coisa em ordem e viverem em paz um com os outros.

Cada facção tem sua própria identidade. Desde o comportamento até a forma de se vestir e viver. E, aos 16 anos, conhecemos Beatrice Prior, filha de um casal da Abnegação, que não se sente como sendo de sua facção, pois ela é curiosa, corajosa e não é altruísta o suficiente para fazer parte da facção.

É feito um teste de aptidão para ajudar cada jovem a decidir, na Cerimônia da Escolha, se vai continuar na facção na qual nasceu e foi criado ou se vai escolher uma nova vida, deixando para trás amigos e familiares. Afinal de contas, o lema da sociedade é: "A facção antes do sangue."

No teste de Beatrice (que já estava mais confusa que tudo para escolher), não poderia ter um resultado pior: ela não se encaixa em apenas uma facção, mas em três. Abnegação, Erudição e Audácia. Beatrice é altruísta, inteligente e corajosa, o que a torna uma Divergente.

Os Divergentes são considerados perigosos para a sociedade, pois pensam de maneira diferente de todos. Tori, a pessoa que aplicou o teste de Beatrice, alterou o resultado do teste para que ninguém ficasse sabendo e a aconselha a não contar nem a seus pais.

Na Cerimônia da Escolha, Beatrice surpreende todos escolhendo a Audácia como sua facção e agora terá que passar por testes físicos, emocionais e mentais para se tornar membro da Audácia. Caso alguém não consiga passar por esses estágios, a pessoa vira um sem-facção (que são como mendigos que não convivem em comunidade).

Agora, Beatrice pode escolher como quer ser chamada na sua nova casa: Tris. E, enfim, conhecemos Quatro, que será instrutor dos iniciandos transferidos de outras facções. Tris faz amigos e inimigos dentro da Audácia, sofre bullying e ainda tem que assistir a Erudição atacar sua antiga facção verbalmente para conseguir governar a cidade, pois a Abnegação lidera o governo por não serem egoísta e corruptos.

E, mesmo que tenha romance no livro, esse não é nem de perto o foco da história. Quatro é como um apoio para Tris e vice-versa. Como todas as distopias que já li, o foco é o governo e como eles manipulam a sociedade. Mas em Divergente, isso é contado na visão de Tris e com todos os seus sentimentos e tormentos juntos.

Eu simplesmente amei o livro e, apesar de ter ficado enorme, vim aqui rapidinho para fazer a resenha de Divergente e já estou indo embora para terminar de ler Insurgente!

Au revoir!